terça-feira, 19 de outubro de 2010

Abrace!

Abraçar, abraços, braços sempre abertos
Incrível que quando pequenos sempre o encontramos
Todos te pegam no colo, te abraçam apertando com um motivo ou sem
A segurança, o conforto, o carinho sempre estiveram ali ao alcance de um braço ou dois
Há tanta paz num abraço, você pode rir ou chorar.
Um abraço verdadeiro, de frente, de peito, corpo inteiro.
Encaixando dois corações felizes ou tristes.
Um que confortar e outro quer ser confortado.
Abraço com cheiro, cheiro bom de felicidade, tranqüilidade.
Abraço de bebê, aquele que te faz suspirar e adormecer de tão seguro que está.
Dizem que toda pessoa precisa de pelo menos oito abraços por dia para
ter uma pequena sensação de felicidade.
Porém no mundo moderno onde o individualismo impera,
os braços tendem a estar cruzados e frios e as pessoas mais sós
Distantes de tudo que se chama “lar” para tudo aquilo que se chama
“realização profissional” travestido em “realização pessoal”.
O que é o mesmo que calçar um pé 38 em um 36, nunca será confortável ou bom o suficiente.
Em um mundo onde o que importa é: “Só te quero perto se me oferecer alguma coisa!”
O contato se torna meramente digital, ou só para uma xícara de café.
O se dar a conhecer e ser mutuamente conhecido tornou-se obsoleto,
perda de tempo e a quantidade de divorcio aumenta a cada dia.
A troca tem sido constante, a satisfação rara.
Desconhecidos com desconhecidos sem tempo para se conhecer,
frustam-se todos os dias com a decisão tomada.
A superficialidade afastou os braços, os restringiu ao aperto de mão.
Afastou os lábios, hoje se cumprimentam com beijinhos no ar.
Mesmo carecendo desse afeto terno, nos isolamos.
João...( Taí um cara interessante), hoje diriam ousado,
porém dentre os doze, aquele que experimentou os braços mais cheios de amor deste mundo.
Experimentou os braços que nunca se cruzaram, nem para uma prostituta,
nem para uma samaritana adultera, nem para um cego, nem para um ladrão...
Nem pra mim , muito menos pra você.
João ouviu seu coração bater, sentiu seu calor, sentiu esse amor de perto.
Hoje há uma pergunta que não quer calar:
Num mundo de braços cruzados e frios, quem daria seus braços para um abraço?
Ele continua de braços abertos, ousaria manter os seus cruzados?!
Abrace! Seus braços podem trazer alegria por apenas um dia.
Mudar uma história, ou quem sabe uma vida.

1 comentários:

Ana Santos, uma escritora em construção disse...

Amiga,
Foi um dos momentos mais emocionantes da abertura da Campanha de Vendas, por vários motivos:

Por vê-la vencer o medo do público,
Por vê-la tremer igual vara verde e ainda assim não deixar a voz falhar,
Por notar como as pessoas foram impactadas por suas palavras (aplausos de quase 2 minutos mostraram isso!),
Por ver a verdade das suas palavras no rosto de cada um,
Por ver nosso diretor fazendo menção ao seu poema horas depois....
Por tudo isso e por tudo o que eu nem sempre digo: te amo e sou #fãdecarteirinha mesmo!!

Beijos

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